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Era Bitcoin

<br /> Quer escutar a narração dessa matéria ao invés de ler o texto? Clique no player abaixo:<br /> <iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="83" scrolling="no" src="https://go.vooozer.com/embed/fac50a21" width="100%"></iframe>Com preço recorde, após polêmica que gerou duas moedas, a BTC chegou a ser negociada a US$4 mil  no exterior e R$11 mil no Brasil. Vale a pena investir? Saiba como funciona!<br /> <br /> No primeiro dia deste mês de agosto, a maior e mais famosa moeda digital, Bitcoin (BTC), chegou ao final da maior polêmica pela qual já passou em seus quase oito anos de história. Durante anos, os entusiastas da tecnologia vinham discutindo como aumentar sua capacidade de processamento de pagamentos, que se tornou pequena por conta da alta demanda. Como não se chegava a um consenso, houve uma divisão da moeda em duas: uma que ainda preserva o nome Bitcoin, e outra que adotou o nome Bitcoin Cash.<br /> <br /> No momento da divisão, quem possuía bitcoins passou a ter o mesmo saldo em bitcoins Cash. Esperava-se que o preço somado das duas seria equivalente ao do Bitcoin anterior, mas o que aconteceu foi que ambas as moedas subiram de preço. Hoje, a Bitcoin original chegou a ser negociada por R$11 mil no Brasil e pelo preço recorde de US$4.298 no exterior. A Bitcoin Cash estava sendo negociada por cerca de US$350. A negociação de Bitcoin Cash, no Brasil, estará disponível a partir do dia 21 de agosto, no www.mercadobitcoin.com.br, único site no país a negociar a moeda, por enquanto.<br /> <br /> "A princípio, é estranho que ambas moedas somadas sejam maiores que a Bitcoin original. Mas esse processo gerou tanta incerteza nos últimos anos, que o fato de ele ter sido resolvido, mesmo que com uma cisão, deixou todos os participantes muito animados", diz Rodrigo Batista, CEO do MercadoBitcoin.<br /> Ainda existe a chance de que a Bitcoin passe por uma nova divisão no mês de novembro. Contudo, após o sucesso da cisão e criação da Bitcoin Cash, a empresa espera que seja um processo menos traumático.<br /> <br /> <strong>Bitcoin: ouro digital?</strong><br /> Para a diretora de Estratégia e Inovação da Resource, multinacional brasileira de serviços de TI e Integração Digital, Fabiana Batistela, o conhecimento nunca esteve tão em alta como agora. Para a profissional, o aumento impressionante do valor dessas moedas tem estimulado várias empresas, lojas e outras categorias de negócios a aceitá-las como meio de pagamento. “O Japão e a Rússia já estão cuidando da normatização das criptomoedas. Vale lembrar que elas não são ilegais, mas ainda estão em evolução e em vias de regulamentação em diferentes países”, diz.<br /> <br /> A Receita Federal também reafirmou sua evolução tecnológica, incluindo nas instruções para declaração anual a moeda digital, neste ano. O manual de perguntas e respostas do órgão subordinado ao Ministério da Fazenda trouxe dois tópicos específicos para a declaração de criptomoedas. <br /> <br /> No entanto, a profissional afirma que o mercado ainda olha com certo ceticismo para as moedas virtuais, pelo fato delas não serem emitidas por uma entidade controladora como o Banco Central, por exemplo, operando de forma descentralizada. “Nesse sentido, a regulamentação também pode ser vantajosa para resolver a preocupação com esse tipo de aplicação”, explica a diretora.<br /> <br /> <strong>Investimento</strong><br /> Depois de ultrapassar os US$4,3, a tendência é que as bitcoins continuem a sua jornada rumo à valorização. Dados divulgados pelo Banco Central mostram que existem, hoje, R$218,69 bilhões em circulação em todo o mundo. Já em relação às criptomoedas, existem 16,5 milhões mineradas, o que equivale a cerca de US$70,3 bilhões, ou seja, aproximadamente R$220,88 bilhões. <br /> <br /> Se cada vez mais empresas apostarem nas moedas digitais como um meio de investimento e governos, como o do Japão, emitirem regulamentações, essa subida será confirmada. Separamos, aqui, dois vídeos que podem ser bastante explicativos, caso ainda tenha receio de investir o seu dinheiro dessa forma.<br /> <br /> --<br /> <strong>Tudo o que é preciso saber sobre a Bitcoin, com Fernando Pavani</strong><br /> A Bitcoin, moeda virtual não emitida por nenhum governo, apareceu em 2008 no grupo de discussão The Cryptography Mailing. Naquela época, poucos imaginavam a valorização e importância que teria no futuro. Hoje, após ter sido a moeda que mais valorizou em 2016, passou a chamar mais a atenção, mas ainda causa dúvidas. Pensando nisso, Fernando Pavani, CEO da BeeTech, empresa que oferece soluções cambiais 100% online, criou um questionário para esclarecer a cryptomoeda. Confira: <br /> <br /> <strong>O que é a Bitcoin?</strong><br /> Tecnologia criada em 2008, a Bitcoin é uma moeda virtual, uma cryptomoeda - ou cryptocurrency, porém as “cédulas virtuais” não são emitidas por nenhum governo e não possuem um órgão regulador, o que dificulta um pouco seu uso e gera muitas dúvidas sobre o que pode e o que não se pode fazer com Bitcoin.<br /> O maior motivo alegado por pessoas que compram Bitcoins é o de investimento, compra-se a moeda esperando que ela se valorize muito e, assim, assuma um ganho de valor. O uso de Bitcoin é visto como o futuro por muitos especialistas e alguns países já estão encontrando um lugar em sua economia para as criptomoedas. O Japão já regularizou a moeda digital como forma de pagamento e a Rússia já anunciou planos para fazer o mesmo em 2018.<br /> <br /> <strong>É possível fazer compras com a Bitcoin?</strong><br /> Sim. A criptomoeda Bitcoin é como qualquer outro tipo de dinheiro. Compras podem ser feitas em marcas como DELL e Tesla, na plataforma de blogs Wordpress e, também, no site de música Soundcloud. Pode realizar transferências de dinheiro em internet, adquirir games digitais, fazer doações para instituições globais conhecidas como Wikipedia ou Greenpeace. Pagar hospedagens, mercadorias em geral e produtos online também fazem parte da ampla variedade de pagamentos que podem ser feitos com a Bitcoin. Atualmente, há diversos varejistas online, lojas e marcas que estão aderindo à Bitcoin como forma de pagamento de seus produtos e acreditamos que, ao decorrer dos anos, diversas marcas irão aderir a essa tecnologia.<br /> <br /> <strong>Como funciona a valorização da bitcoin?</strong><br /> Sem saber onde aplicar seu dinheiro, muitas pessoas optaram por investir em Bitcoin. A valorização dessa moeda teve um índice alto em seu valor no final de 2014 - começo de 2015, com um crescimento de 92% apesar da instabilidade econômica. A valorização funciona de acordo com a demanda e empresas que estão aderindo a essa forma de pagamento. Por ser uma moeda limitada, o preço acaba sendo muito mais alto pela demanda não ser tão grande. Nos últimos anos, a valorização está em um constante crescimento, mas é imprevisível saber como será nos próximos anos.<br /> <br /> <strong>Quem criou a bitcoin?</strong><br /> Desde o surgimento da Bitcoin, a identidade do criador nunca tinha sido revelada. Há pouco tempo, com pseudônimo Satoshi Nakamoto, o criador revelou sua identidade e se chama Craig Wright, um empreendedor australiano.<br /> <br /> <strong>Quando vale investir na bitcoin?</strong><br /> É imprevisível. É uma relação de custo x benefício como qualquer outra moeda. Não tem como prever um bom momento para investir em Bitcoin. O preço é determinado pela lei da oferta e demanda, sendo bastante volátil ainda. Vale lembrar que, por ser uma moeda fácil e prática, está atraindo cada vez mais clientes, mas é limitada e escassa no mercado.<br /> <br /> <strong>Quais as dicas para ter sucesso no investimento com a bitcoin?</strong><br /> Tenha calma:  Bitcoin é um investimento a longo prazo. Ganhar dinheiro da noite para o dia é o sonho dos investidores, mas não é a realidade. Uma grande variação de preço pode resultar em lucros ou prejuízos, dependendo do investimento inicial.<br /> Ter espírito empreendedor:  Bitcoin vem crescendo muito rápido. Há oportunidades, mas também tem riscos. Seu futuro é imprevisível, ainda é um investimento arriscado, mas não tanto quanto era no ano de seu surgimento. Planejar e estudar seus investimentos é sempre uma boa saída.<br /> <br /> Ter consciência do crescimento: a escassez desta moeda é enorme e a demanda crescente. O potencial de crescimento da Bitcoin é muito grande. Uma das grandes invenções da tecnologia nos últimos anos tem um leque de vantagens e benefícios, que conquista cada vez mais clientes pela facilidade, segurança e rapidez nas compras.<br /> <br /> <strong>Como fazer para abrir uma conta em uma bolsa de bitcoin no exterior?</strong><br /> É possível comprar bitcoins nos mercados internacionais, como: Coinbase, Circle, Kraken, Bitstamp, DriveWealth e SpectroCoin.<br /> O processo de abertura de conta é fácil. Primeiro, precisa conectar uma conta corrente à sua conta em algum mercado ou bolsa Bitcoin, este mercado deve estar disponível no país da sua conta de destino. Ao escolher a sua bolsa Bitcoin, você deve entrar no site para se cadastrar. Os documentos necessários para realizar o cadastro na maioria das bolsas são: RG, passaporte e comprovante de residência (alguns exigem o comprovante com tradução certificada para o inglês), e uma carta do banco ou extrato de meses anteriores. Em poucos passos, você abre a sua conta em uma bolsa de Bitcoin e já pode começar a investir.<br /> <br /> --<br /> <strong>Conheça outras moedas virtuais, além da Bitcoin</strong><br /> <strong>Litecoin (LTC ou L): </strong>considerada bem mais leve do que o BTC tradicional, surgiu em outubro de 2011. <br /> <strong>Peercoin (PPC): </strong>surgiu em agosto de 2012 com a promessa de trazer ainda mais segurança para as transações.<br /> <strong>Feathercoin (FTC):</strong> em atividade desde abril de 2013, combina alguns recursos de segurança <br /> da PPC com a leveza oferecida pela LTC.<br /> <strong>Ethereum (ETH):</strong> lançada em agosto de 2015, com uma tecnologia inovadora. O software deve ser baixado e permite fazer aplicações descentralizadas ou do tipo dapps (aplicativos descentralizados).<br /> Além das citadas anteriormente, existem outras moedas virtuais desenvolvidas, inclusive, com fins específicos. É possível que existam, no mundo, mais de 80 criptomoedas. Muitas delas já desativadas.<br /> Terracoin (TRC), Freicon (FRC), PhenixCoin (PXC), AnonCoin (ANC), Noirbits, Nuggets, TimeKoin, Sexcoin (criado especialmente para ser usado na indústria pornográfica) e Worldcoin criada para ser a moeda digital do futuro. Sua transação pode ser confirmada em cerca de 40 segundos.<br /> <br /> --<br /> <strong>Maiores casos de roubo de moedas virtuais</strong><br /> Quem pensa em investir em BTC precisa tomar cuidado com ataques de hackers, porque os roubos à Bitcoin costumam ser bem-sucedidos. Geralmente, os ladrões se aproveitam de falhas de segurança em PCs e sites, e identificá-los é tão difícil, pela própria natureza anônima da moeda, quanto recuperar o dinheiro roubado.<br /> O caso mais famoso de roubo à Bitcoin aconteceu com a empresa Bitfinex, sediada em Hong Kong, em agosto de 2016, que acabou por suspender suas operações com a moeda virtual devido ao ataque. Os hackers roubaram 119.756 bitcoins, o equivalente a US$65 milhões, causando a queda de 20% no valor da criptomoeda, na época. Outros ataques, também, causaram grandes prejuízos. Relembre:<br /> <br /> <strong>Mt. Gox </strong>– US$ 500 mil <br /> A corretora de câmbio, em 2011, teve o seu servidor invadido por uma conta desconhecida que conseguiu faturar 25 mil Bitcoins. Na época, isso valia quase US$500 mil.<br /> <strong>Sheep Marketplace</strong> – US$ 54,4 milhões <br /> O site, aberto em outubro de 2013, vendia drogas e fazia todas as negociações em bitcoins. A página tinha quase 100 mil Bitcoins quando invasores fizeram um golpe muito bem planejado, dois meses depois, levando 96 mil bitcoins (quase US$55 milhões). Até hoje, não se sabe quem roubou o dinheiro.<br /> <strong>Mt. Gox </strong>– US$ 436 milhões (parte 2)<br /> <br /> Em 2014, hackers conseguiram levar 744.408 Bitcoins, que somavam mais de US$400 milhões. Depois desse roubo astronômico, a empresa japonesa abriu pedido de falência. Após suspeitas de que os próprios administradores da corretora de câmbio podiam estar envolvidos, o CEO Mark Karpelès foi julgado, em julho deste ano, por desfalque e manipulação de dados. O caso está em andamento, mas, se condenado, ele pode pegar até cinco anos de prisão.  Leia a revista

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