Empresa brasileira lança plataforma de inteligência cibernética com IA agêntica
O crescimento do uso de inteligência artificial por cibercriminosos tem ampliado os desafios enfrentados pelas equipes de segurança digital. Com campanhas de phishing criadas em poucos minutos, vazamentos de credenciais e novas ameaças surgindo continuamente, organizações lidam com volumes cada vez maiores de informações para monitorar e analisar.Segundo o relatório Cost of a Data Breach 2025, da IBM, o custo médio global de uma violação de dados alcançou US$ 4,88 milhões. O estudo também aponta que organizações que utilizam IA e automação de forma ampla economizam, em média, US$ 1,9 milhão por incidente devido à identificação e contenção mais rápidas.
Nesse cenário, a Apura Cyber Intelligence lançou o BTTneo, plataforma que combina inteligência artificial agêntica, automação e inteligência humana para apoiar operações de Cyber Threat Intelligence (CTI) e resposta a incidentes.
“O mercado passou muitos anos preocupado em coletar cada vez mais informações, mas hoje o desafio mudou. Os ataques são mais rápidos, utilizam inteligência artificial e geram um volume de dados que não pode mais depender apenas de análise manual. O diferencial passou a ser a capacidade de transformar informação em inteligência acionável”, afirma Frank Vieira, CTO da Apura.

Frank Vieira, CTO da Apura.
Imagem: Divulgação
O principal componente da plataforma é a IARA, inteligência artificial agêntica desenvolvida pela empresa para atuar em atividades de investigação e inteligência de ameaças. De acordo com a Apura, a ferramenta foi projetada para executar tarefas específicas de equipes de CTI, correlacionando indicadores, organizando evidências e estruturando análises a partir de comandos em linguagem natural.
“Nosso objetivo nunca foi criar um chatbot para segurança. A proposta era desenvolver um agente capaz de executar parte do trabalho investigativo, reduzindo atividades repetitivas e entregando contexto para que o especialista concentre seus esforços na análise e na tomada de decisão”, explica Carlos Vieira, Chief Product Officer da Apura.

Carlos Vieira, Chief Product Officer da Apura.
Imagem; Divulgação
Entre as funcionalidades da plataforma estão o monitoramento de campanhas criminosas, grupos de ameaças, vulnerabilidades e indicadores técnicos extraídos de fontes abertas, deep web e dark web. O sistema também reúne recursos voltados à proteção de marcas, com identificação de domínios suspeitos, páginas de phishing, perfis falsos em redes sociais e aplicativos fraudulentos.
Segundo a empresa, o BTTneo mantém o conceito de human in the loop, no qual a automação executa etapas operacionais, enquanto a validação das evidências e as decisões estratégicas permanecem sob responsabilidade dos especialistas.
“Dados, sozinhos, não bastam. A diferença está na capacidade de interpretar esses dados, entender o contexto e agir no momento certo. A inteligência artificial acelera esse processo, mas continua sendo a experiência humana que transforma informação em decisão segura”, conclui Frank Vieira. Leia a revista