Custos invisíveis da TI colocam gestão de ativos no centro das estratégias corporativas

A gestão de ativos de TI tem ganhado espaço nas estratégias corporativas à medida que empresas buscam reduzir desperdícios e aumentar a eficiência operacional. Embora muitas organizações invistam continuamente em infraestrutura e tecnologia, a falta de controle sobre equipamentos e recursos tecnológicos ainda representa um desafio capaz de impactar diretamente o retorno sobre investimento (ROI) dessas iniciativas.

Segundo a Manager One, especializada em gerenciamento de mobilidade e cibersegurança, equipamentos ociosos ou sem rastreabilidade adequada podem representar entre 20% e 30% dos custos relacionados aos ativos de tecnologia. Além das perdas financeiras, a ausência de informações atualizadas pode comprometer processos de auditoria, compliance, segurança e planejamento de investimentos.

Nesse contexto, ganham destaque os chamados "ativos ocultos", equipamentos que permanecem fora dos controles formais da organização ou sem atualização adequada nos sistemas de gestão. Sem visibilidade completa sobre esses recursos, empresas enfrentam dificuldades para acompanhar sua utilização, localização e histórico, o que limita a capacidade de tomada de decisão.

Grande parte desse desafio está associado à dificuldade de manter inventários atualizados e sincronizados. Em ambientes com grande volume de equipamentos e múltiplos sistemas corporativos, informações sobre ativos costumam estar dispersas, dificultando o controle e a gestão ao longo de todo o ciclo de vida dos dispositivos.

A relevância do tema ficou evidente durante um trabalho da Manager One realizado junto à Azul Linhas Aéreas. Ao avaliar sua operação, a companhia identificou dificuldades para obter informações precisas sobre equipamentos, falta de visibilidade sobre o ciclo de vida dos ativos e limitações no controle de entrega e devolução de dispositivos. Também foram apontados desafios relacionados à integração entre sistemas corporativos, sincronização entre inventários físicos e lógicos, monitoramento dos equipamentos conectados à rede e segurança dos dispositivos.

Para a Manager One, o cenário observado na companhia aérea reflete uma realidade presente em diversas organizações que administram grandes volumes de ativos distribuídos entre diferentes áreas e operações.

"Os desafios identificados na Azul refletem uma situação recorrente no mercado. Muitas empresas possuem milhares de ativos distribuídos entre diferentes áreas e operações, mas não têm visibilidade completa sobre seu ciclo de vida. Isso gera desperdícios, reduz a eficiência operacional e dificulta a tomada de decisões estratégicas", afirma Clayton Silva, CEO da Manager One.

De acordo com o especialista, à medida que os ambientes tecnológicos se tornam mais complexos, cresce também a necessidade de centralizar informações, ampliar a rastreabilidade dos equipamentos e garantir maior visibilidade sobre os ativos corporativos.

Com a pressão crescente por eficiência e otimização de recursos, a gestão de ativos vem deixando de ser uma atividade exclusivamente operacional para assumir um papel cada vez mais estratégico dentro das organizações. Para especialistas do setor, conhecer com precisão quais ativos existem e como estão sendo utilizados é um passo fundamental para reduzir desperdícios e aumentar a eficiência dos investimentos em tecnologia. Leia a revista

Carregando...