UFAL moderniza videomonitoramento com uso de IA

A Universidade Federal de Alagoas iniciou a modernização de sua infraestrutura de segurança com a adoção de soluções de videomonitoramento baseadas em Inteligência Artificial. O projeto piloto foi implementado no Instituto de Computação da universidade e utiliza equipamentos da TP-Link, por meio da linha VIGI by TP-Link.

A iniciativa busca resolver problemas enfrentados pela instituição, que possui quatro campi e diversas unidades acadêmicas distribuídas em Alagoas. O sistema anterior operava com equipamentos defasados, baixa cobertura de áreas estratégicas e registros com pouca qualidade, além de gerar excesso de alarmes falsos para a equipe de segurança.

O projeto foi conduzido pelo Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da UFAL em parceria com a empresa Insert TI. A primeira fase contemplou o Instituto de Computação e servirá de base para uma futura ampliação no campus sede, em Maceió.

Segundo Reinaldo Cabral, diretor do NTI da UFAL, a expectativa é expandir os benefícios obtidos na fase inicial. “Após a ampliação da implantação para todo o campus, vamos aumentar a segurança, simplificar a operação do sistema de videomonitoramento e ampliar os benefícios alcançados no projeto piloto”, afirmou.

De acordo com Davi Bibiano, diretor do Instituto de Computação da UFAL, a mudança permitiu ampliar a capacidade de prevenção e melhorar a qualidade do monitoramento. “O equipamento anterior era insuficiente. Com a nova solução, passamos a ter melhor qualidade nos registros, facilidade de operação e mais precisão na identificação de riscos potenciais”, disse.

Entre os equipamentos utilizados estão os modelos VIGI C540V e VIGI C320I. As câmeras contam com recursos como visão noturna, rastreamento automático, cobertura de pontos cegos e tecnologia Full-Color, que mantém imagens coloridas mesmo em ambientes com baixa iluminação.

Os dispositivos também utilizam IA embarcada para diferenciar pessoas e veículos de outros movimentos, como animais ou objetos em deslocamento, reduzindo significativamente os chamados falsos positivos — um dos principais desafios do sistema anterior.

Outro recurso implementado é o de defesa ativa, que permite o acionamento automático de luzes e sirenes diante de atividades consideradas suspeitas, ampliando a capacidade preventiva da operação de segurança.

A adoção de soluções inteligentes em universidades acompanha um movimento mais amplo de transformação digital no setor público, que busca integrar tecnologias de automação e análise de dados para otimizar operações e reforçar a segurança patrimonial. Leia a revista

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