Empresa no Recife aposta em IA para acelerar desenvolvimento de software

A Volund, nova empresa do Extreme Group, foi lançada com a proposta de transformar o desenvolvimento de software por meio da chamada engenharia agêntica. Com sede no Porto Digital, em Recife, a companhia utiliza agentes de inteligência artificial em todas as etapas do processo, do levantamento de requisitos à entrega final.

O modelo substitui estruturas tradicionais baseadas em grandes equipes por uma combinação de agentes de IA e times humanos reduzidos, focados em supervisão estratégica. Segundo a empresa, essa abordagem permite entregar projetos corporativos complexos em cerca de 15 dias, prazo que, no modelo convencional, pode variar entre seis e doze meses.

“O setor de tecnologia não permite zona de conforto. Mesmo crescendo em ritmo de dois dígitos desde a nossa fundação, acreditamos que organizações que querem liderar precisam se reinventar continuamente. A Volund nasce exatamente com esse espírito: trazer para dentro do nosso ecossistema o que há de mais avançado em engenharia de software baseada em inteligência artificial”, destaca Gustavo Rabelo, CEO do Extreme Group.

A proposta organiza o desenvolvimento como uma esteira integrada, na qual agentes atuam em sequência em tarefas como criação de propostas, definição de backlog, geração de código, testes e documentação. A empresa afirma que esse modelo pode ser até 15 vezes mais produtivo do que métodos tradicionais.

“O mercado de desenvolvimento de software está preso a um paradigma que não serve mais às organizações que precisam competir em tempo real. A Volund nasce para provar que é possível desenvolver soluções complexas em dias, pelo domínio de ferramentas e processos que a maioria do setor ainda não compreende completamente. Estamos entregando o futuro do desenvolvimento de software agora”, afirma Vinicius Guedes, CEO da Volund.


Imagem: Divulgação
Vinicius Guedes, CEO da Volund


A empresa projeta escalar o modelo até 2030, com a meta de entregar mil projetos corporativos, incluindo modernização de sistemas legados e desenvolvimento de novas plataformas, com mínima intervenção humana direta.

Além da velocidade, o modelo incorpora mecanismos de revisão contínua, em que agentes auditam o trabalho de outros agentes, garantindo padrões de qualidade, segurança e conformidade. Nesse contexto, o papel humano passa a se concentrar em decisões estratégicas, arquitetura e relacionamento com clientes.

“Não falamos em substituição de profissionais porque o modelo é outro: cada pessoa passa a ter uma capacidade de entrega exponencialmente maior”, destaca a empresa.

Casos iniciais já demonstram ganhos de eficiência. Em um dos projetos, uma plataforma que anteriormente levou 14 meses e cerca de R$ 2 milhões para ser desenvolvida foi reconstruída em dois meses por menos de R$ 200 mil, com uso intensivo de IA em todas as etapas.

Com base no Nordeste, a Volund pretende disputar projetos tradicionalmente concentrados no eixo Sudeste e expandir sua atuação para América Latina e Estados Unidos, reforçando o papel de Recife como polo de inovação tecnológica.

“A Volund não é uma startup tentando encontrar mercado. É uma empresa que nasce grande porque o ecossistema ao redor dela já é grande”, afirma Vinicius Guedes. Leia a revista

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