Pitz acelera expansão no Brasil com equipe sênior
A Pitz, plataforma líder em gestão para oficinas mecânicas no México, acelera sua entrada no Brasil com uma operação local já estruturada e foco total em aderência ao mercado. Em apenas três meses, a empresa montou em São Paulo uma equipe sênior de oito especialistas nas frentes de tecnologia, produto, growth, marketing e comercial. O ritmo de contratações — incomum para startups em fase inicial no país — sinaliza a ambição de ganhar escala rapidamente em um setor que reúne cerca de 116 mil oficinas, segundo Sindirepa e SEBRAE.A velocidade da expansão acompanha o tamanho da oportunidade. De acordo com o Sindipeças, o segmento de manutenção e reparo automotivo movimenta mais de R$40 bilhões ao ano e ainda opera, em grande parte, de forma manual. Estudos do Mercado Livre Ads e do SEBRAE apontam que mais de 60% das oficinas continuam usando papel, planilhas ou WhatsApp como principal sistema de registro e atendimento, enquanto apenas de 8% a 12% adotam algum software de gestão. O cenário revela um mercado amplo, subatendido do ponto de vista digital e carente de soluções que elevem produtividade, organização, transparência e confiança do cliente final.
Como parte da estratégia de aceleração, a CEO, Natalia Salcedo, e o CTO, Daniel Kohn, estão em São Paulo conduzindo encontros com parceiros e clientes para encurtar o ciclo de feedback e priorizar ajustes finos no produto. A plataforma — já consolidada no México — está sendo adaptada às particularidades das oficinas brasileiras, com ênfase em reduzir papéis e erros manuais típicos de orçamentos feitos em cadernos ou folhas soltas, garantir funcionamento offline em regiões com conectividade instável, incorporar o assistente por voz “João” para registrar informações com rapidez e praticidade, e viabilizar o envio de diagnósticos, fotos e aprovações diretamente pelo WhatsApp, canal central no dia a dia das oficinas do país. Essas prioridades nascem da observação em campo: orçamentos por áudio, dificuldade em manter o histórico do veículo e falhas decorrentes de processos manuais ainda são realidade para a maioria dos mecânicos.
“Acreditamos que o Brasil representa uma oportunidade estratégica para levar nossa solução a um mercado com grande densidade de oficinas e necessidade de digitalização. Nossa proposta é entregar mais ganhos e menos fricção operacional para os mecânicos, com tecnologia fácil de usar e segurança de nível bancário para os dados”, afirma a CEO, Natalia Salcedo. Para a executiva — que integrou a equipe inicial da Rappi, uma das startups de crescimento mais rápido da América Latina — a experiência do cliente deveria ser simples e fluida: “Queremos ajudar qualquer mecânico do Brasil a oferecer essa experiência, apenas com o celular e o comando de voz, como se tivessem uma equipe corporativa por trás, tomando decisões inteligentes, fidelizando clientes e operando de forma automatizada e eficiente”, diz.
A nova fase é sustentada por um reforço de liderança técnica e comercial. Com mais de 20 anos de experiência em engenharia, DevOps e arquitetura de sistemas, o CTO Daniel Kohn lidera a adaptação da plataforma ao mercado brasileiro, com foco em estabilidade, escalabilidade e proteção de dados. Na frente de expansão, Alberto Del Bianco assume vendas e marketing, trazendo mais de 25 anos de experiência e passagens por Cielo, Decathlon e PremierPet, com a missão de ampliar a presença da Pitz em oficinas independentes, redes e concessionárias. No crescimento orientado a produto, Bruno Borges — com mais de 12 anos em SaaS, growth e marketing de performance, e histórico em empresas como a Cogna e startups em scale-up — conduz iniciativas para acelerar a adoção da plataforma e apoiar oficinas no processo de digitalização.
Segundo Natalia Salcedo, a construção rápida de uma equipe multidisciplinar e sênior é crucial para manter proximidade com o mercado, iterar com velocidade e garantir que o produto reflita a realidade do chão de oficina no Brasil. A executiva destaca ainda que a Pitz segue expandindo sua presença na América Latina e considera o Brasil um dos pilares do plano de crescimento. A chegada do time local acontece meses após o anúncio de uma rodada de pré-investimento de US$2,1 milhões, uma das maiores captações da região para uma empresa liderada por uma mulher, reforçando a capacidade financeira da startup para sustentar um ciclo de produto e de go-to-market mais agressivo.
Com operação no país, produto em adaptação contínua e um time experiente no front, a Pitz mira capturar um mercado vasto e pouco digitalizado, oferecendo uma solução que fala a linguagem do mecânico brasileiro — simples, móvel, confiável e integrada ao WhatsApp — ao mesmo tempo em que eleva padrões de gestão, produtividade e experiência do cliente. Leia a revista