Inteligência de dados aumenta em até 35% a assertividade em licitações

O setor público brasileiro movimenta cerca de R$ 1,2 trilhão por ano em licitações e contratos, segundo dados do Ministério da Economia. Nesse cenário, a inteligência analítica e o uso de dados estratégicos têm se tornado diferenciais competitivos para empresas que desejam participar de forma mais eficiente e assertiva desses processos.

De acordo com um levantamento da Beanalytic, empresas que adotam estratégias baseadas em dados aumentam em até 35 % a assertividade em suas propostas de licitação, reduzindo desperdícios de recursos e fortalecendo a competitividade.

Ferramentas de análise de dados permitem identificar padrões de sucesso, cruzando informações históricas de editais, requisitos técnicos e índices de competitividade. A partir desses insights, companhias conseguem mapear oportunidades com maior aderência ao seu perfil operacional, priorizando investimentos de tempo e orçamento em processos com reais chances de êxito.

Um exemplo prático é o trabalho desenvolvido pela Beanalytic com a Mapfre, que passou a adotar modelos preditivos e dashboards interativos para embasar suas decisões. Com a inteligência aplicada, a empresa conquistou maior precisão na seleção de concorrências, otimizando recursos e ampliando a eficiência de sua atuação em licitações públicas.

"Nosso objetivo não era apenas aumentar o número de vitórias, mas construir um modelo sustentável de tomada de decisão baseada em dados. A inteligência aplicada permitiu à Mapfre entender melhor o comportamento do mercado e priorizar licitações em que a probabilidade de sucesso é realmente maior", explica Daniel Luz, CEO da Beanalytic.

Além dos ganhos diretos de performance, o uso estratégico de dados também aumenta a transparência e a racionalidade nos processos licitatórios, reduzindo desperdícios e incentivando práticas mais éticas entre as empresas participantes.

"Quando uma corporação atua de forma mais consciente e estratégica, toda a cadeia beneficia  o setor público, por receber propostas mais qualificadas, e o privado, por empregar seus recursos de maneira mais eficiente", completa Luz.

Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que quase 40% das empresas brasileiras ainda participam de licitações sem apoio de análise de dados ou automação, o que reduz significativamente sua taxa de sucesso. Leia a revista

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