Startup mira 400 eletropostos até 2027 na região nordeste
A Joy Energy Brasil, startup de Joinville (SC) que criou uma rede de franquias de eletropostos 100% autônomos, está ampliando sua presença no Nordeste e projetando crescimento acelerado nos próximos anos. Em apenas dois anos de operação, a empresa atingiu 25 unidades franqueadas em quatro capitais brasileiras, incluindo Fortaleza (CE) e João Pessoa (PB), e já administra uma frota de cerca de 120 veículos elétricos.
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Área de conveniência em eletroposto de Joinville (SC)
Fundada em 2019 pelo empresário Jonathan da Natanael da Silva, a Joy Energy nasceu como instaladora de painéis solares, mas mudou o foco ao perceber a demanda crescente por soluções de mobilidade elétrica. O primeiro eletroposto, inaugurado em 2024 em Joinville, já trouxe inovação ao incluir uma conveniência autônoma para atender motoristas durante o tempo de recarga.
Economia para motoristas, rentabilidade para investidores
O modelo combina locação de veículos elétricos a motoristas de aplicativo com o serviço de recarga. Para os condutores, o impacto é direto: o custo médio por quilômetro rodado cai de R$ 0,70 no carro a combustão para R$ 0,07 no elétrico, além de manutenção até 70% mais barata. Já os franqueados registram faturamento médio superior a R$ 35 mil mensais, com payback estimado entre 16 e 20 meses.Em 2024, a Joy faturou R$ 1,7 milhão e deve encerrar 2025 com R$ 3 milhões de receita. A projeção é chegar a R$ 20 milhões em 2027 — salto de 566% em apenas três anos. Até julho de 2026, a meta é alcançar 120 unidades, chegando a 400 até o fim de 2027.
No Nordeste, a presença em Fortaleza e João Pessoa reforça a importância estratégica da região para a expansão. Na região norte, em Belém (PA), a empresa terá papel de destaque durante a COP30, em novembro, com um eletroposto localizado a apenas 150 metros da "Green Zone" da conferência.
"O Nordeste tem uma das maiores demandas por transporte por aplicativo do país, e o carro elétrico já é viável nesse cenário. Nosso papel é oferecer infraestrutura de recarga e um modelo de negócio rentável para quem deseja investir em mobilidade sustentável", afirma o fundador.

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Jonathan Natanael, CEO da Joy Energy Brasil
O modelo é totalmente digital: o franqueado acompanha a operação pelo aplicativo da Joy, que permite monitorar recargas, reservas e contratos. A empresa já vendeu 15% da operação para investidores e planeja captar novos aportes de R$ 20 milhões quando se tornar uma SA de capital fechado.
A internacionalização também está no radar, com conversas avançadas para uma operação em Miami (EUA). Segundo Jonathan, a ambição é transformar a Joy Energy em um unicórnio brasileiro, avaliado em mais de US$ 1 bilhão. Leia a revista