Banco Central busca reforçar combate a fraudes com Pix mais seguro
Novas regras do Banco Central (BC) para o Pix entraram em vigor hoje, dia 1° de abril, visando reforçar a segurança das transações. As instituições financeiras (IFs) e de pagamento (IPs) garantam que os nomes das pessoas e das empresas vinculadas às chaves pix estejam em conformidade com os nomes registrados nas bases de CPF e CNPJ da Receita Federal. A tecnologia surge como uma forte aliada para realizar essa verificação de forma rápida e segura.É importante ressaltar que as novas regras não alteram a forma como as pessoas e empresas realizam transações. Elas se concentram na verificação feita pelas IFs e IPs. "As instituições passam a precisar do intermédio de uma empresa especializada que faça a consulta em lote ou diretamente na Receita Federal. De forma prática, quer dizer que será preciso monitorar se o CNPJ ou CPF do remetente do pix não ficou inativo, ou seja, acompanhar de perto se não há suspeitas de fraudes", explica Ubiratan Lima, Diretor da BU de Riscos da Dimensa, empresa de tecnologia para o setor financeiro. O monitoramento será realizado a cada 10 dias, conforme a nova norma.

Imagem: Divulgação
Ubiratan Lima, Diretor da BU de Riscos da Dimensa
Tecnologia como Ferramenta Essencial
Nesse momento de adaptação, a tecnologia é fundamental para que as instituições financeiras cumpram as novas regras assertivamente. Lima lembra da plataforma de Onboarding Antifraude da Dimensa, que utiliza Big Data e Inteligência Artificial (IA) na análise de milhares de dados em poucos segundos, verificando identidades e validando cadastros de clientes, colaboradores e parceiros. Com essa solução antifraude, é possível se proteger contra ameaças como roubo de identidade, vazamento de dados e falsificação de documentos, ações que o BC busca combater.
A plataforma possui mais de 300 microsserviços personalizáveis, conforme a necessidade do cliente. Nesse sentido, é possível validar CPF, número de celular e e-mail, chaves pix que entram na nova mudança do BC. A ferramenta também possui outras características como validação em dois fatores (token), tipificação do documento de identidade (via IA) e verificação de endereço e risco de CEP.
Outro ponto importante para as instituições financeiras é tentar se informarem de novas diretrizes, regulações e leis o mais rápido possível para que um plano de ação seja implementado rapidamente. O diretor da Dimensa ressalta que a tecnologia pode oferecer, por exemplo, uma gestão de compliance completa e automatizada de todas as legislações federais e estaduais, além de normas de órgãos reguladores e autarquias, como o próprio BC. A Dimensa, por exemplo, tem o Regwatch, cuja base ultrapassa 1 milhão de normativos de mais de 150 fontes monitoradas, que pode ser customizada e é 100% automatizada, permitindo a criação de um fluxo da área de compliance com os departamentos correspondentes às regulamentações.
"Sabemos que o número de normas brasileiras é acima da maioria dos países. Isso faz com que haja um monitoramento constante por parte da área de compliance das empresas. A ideia da tecnologia é sempre sanar a dor dos agentes do mercado financeiro e otimizar o trabalho dos especialistas", afirma Ubiratan. Leia a revista