NUVEM VS. SERVIDOR PRÓPRIO


19/1/2017 |

A hospedagem de dados na nuvem é a alternativa mais popular em crescimento nos últimos anos. O principal motivo para utilizar a nuvem é que essa forma de armazenamento de dados permite às empresas economizar muito com infraestrutura e TI, além de garantir mobilidade do local de trabalho. Porém, uma das preocupações que impedem que as organizações migrem do servidor próprio para a nuvem é a segurança dos dados. De acordo com o Estudo de Tendências de Tecnologia da IBM, de 2012, 62% dos entrevistados classificaram a segurança como a barreira mais significativa na ativação da mobilidade em suas organizações.

As empresas ainda acreditam que um servidor próprio é melhor para manter os dados em segurança, o que não é 100% garantido. Problemas corriqueiros como defeito na máquina ou sequestro de dados, provocados por hackers, são causas que podem levar à perda de dados e prejuízos inestimados. Por isso, a tendência hoje é que o armazenamento seja feito "na nuvem". No entanto, existem alguns prós e contras entre o servidor próprio e o servidor na nuvem que devem ser levados em conta, antes de escolher qual é o melhor para a sua empresa.

"Muitas empresas contam com o serviço de alta disponibilidade, mas quando questionadas sobre backup ou recuperação de dados, a resposta é sempre muito vaga. Na verdade, como sabemos, existem diversas possibilidades que podem levar as suas informações por água abaixo em milésimos de segundo e não se pode desconsiderar isso. Ter um backup, na teoria, seria o suficiente para você recuperar o seu banco de dados, mas o mesmo precisa ser encontrado íntegro", alerta Fernando Henrique Feitosa, executivo da DBACorp.

SERVIDOR PRÓPRIO
Manter servidores de dados próprios requer uma equipe de TI para montar e dar manutenção com frequência, além de infraestrutura adequada para funcionamento. Por aquecerem muito, os equipamentos precisam ficar em uma sala escura com refrigeração 24h e sem luz do sol, além de energia elétrica constante e uma equipe qualificada para fazer a montagem e a manutenção.

É claro que toda essa infraestrutura gera um gasto considerável. Quanto à segurança, backups frequentes e controle de usuários e senhas garantem a recuperação de dados e diminuem as chances de vazamentos de informações. O problema, neste caso, é que a empresa fica dependente de um funcionário ou de uma equipe para resolver eventuais falhas. A restrição de acesso também pode causar problemas, pois apenas uma pessoa tem o acesso ou pode concedê-lo o acesso, em caso de urgência.

Já a portabilidade do servidor próprio fica comprometida, quando houver necessidade de acessar os dados longe do escritório. Quando se utiliza um servidor próprio, é necessário usar protocolos de acesso remoto para conectar um computador a um servidor que está longe, através de VPN ou FTP, por exemplo. "Evidentemente que a estrutura requer um gasto maior com energia, por exemplo. Afinal de contas, requer geradores de qualidade, chaves de transferência, nobreaks/UPS, climatização e uma série de outras questões. Talvez esse seja o ponto menos positivo do data center empresarial", afirma Marcos Weber, diretor executivo da NGXit.

SERVIDOR NA NUVEM
Hospedar os dados na nuvem nada mais é do que armazená-los em um data center gerenciado por uma empresa especializada no assunto. Essa prática também é conhecida por cloud computing. De acordo com a PwC, 47% das empresas já usam computação na nuvem. Para aderir a esse tipo de serviço, a empresa paga apenas por uma assinatura para que outra empresa gerencie o servidor na nuvem, mantenha a segurança dos dados, faça backups, proteja contra invasão de hackers, etc.

Como não há gastos com infraestrutura ou energia elétrica, apenas com a assinatura, um servidor na nuvem pode reduzir os gastos da empresa em 40%. A manutenção também está garantida na contratação do servidor na nuvem, que tem uma equipe de TI responsável para fazer manutenções preventivas, tanto na base de dados quanto no servidor em si, fora do horário comercial, para evitar interrupções do serviço. Ou seja, a companhia não vai precisar mobilizar a sua equipe de TI, que poderá focar em outras áreas estratégicas da empresa.

A segurança é uma das maiores preocupações das empresas quando estão decidindo entre o servidor próprio e a nuvem. As mais conservadoras até temem que os dados confidenciais se tornem alvo de espionagem ou sejam vendidos para terceiros. Empresas como Dell, Microsoft e IBM oferecem serviços de hospedagem na nuvem através de intermediários. Essas empresas intermediárias geralmente são especialistas em gerenciar dados: todos os seus esforços e serviços são através de protocolos de segurança, equipes qualificadas e várias outras medidas que evitam invasões e sequestro de dados.

Já em relação à portabilidade, acessar os dados na nuvem é tão simples quanto acessar a internet. O que é ótimo para as empresas que têm locais de trabalho móveis e diferentes. "A nuvem é uma boa opção e cresce em ritmo acelerado. Por outro lado, um data center físico, apesar da infraestrutura que necessita, garante monitoramento estratégico e os benefícios da confiabilidade", completa Weber.

E agora, data center físico ou virtual? O diretor executivo da NGXit explica que é preciso partir do fato de que a empresa com um ambiente próprio de TI e de Telecomunicações, além de uma infraestrutura integrada dentro da corporação, também necessita de um ambiente preparado exclusivamente para que os dados sejam gerados e armazenados, projetados e monitorados.

Por outro lado, o diretor revela que a infraestrutura virtual ganha espaço no mercado e as empresas optam pelo baixo custo em sua grande maioria. Segundo um estudo do IDC, "as receitas dos fornecedores de soluções em nuvem mais que triplicarão nos próximos anos, atingindo cerca de US$44 bilhões até 2020, o que configura uma taxa de crescimento composta anual de 28,2% no período de cinco anos".

Para finalizar, o executivo da DBACorp afirma que a utilização de computação na nuvem veio para facilitar e, na maioria dos casos, para reduzir custos nas empresas e na mão de obra para gerenciamento. "Cada vez mais é utilizada e a tendência é que, em um futuro próximo, tudo esteja centralizado na nuvem. Infelizmente, um dos pontos negativos das soluções de nuvem no Brasil ainda é a internet. Porém, a cada dia podemos notar que os benefícios são muito maiores e que, sim, devemos avaliar a utilização da nuvem de acordo com o ambiente e com os planos de migração e redução de custos".

PROVEDORES DE ARMAZENAMENTO NA NUVEM
Conheça alguns provedores de armazenamento na nuvem, considerados os melhores, de acordo com o Gartner. A lista foi feita em 2013, após um estudo que analisou os prós e contra de cada um deles.

Amazon Web Services
Amazon Web Services é considerada líder no mercado de armazenamento em nuvem. A oferta Simple Storage Service (S3) é o serviço básico de armazenamento, enquanto que Elastic Block Storage é para grandes volumes.

ATT
O serviço da ATT Synaptic está alinhado com o de armazenamento EMC Atmos, utilizado como instalações de sistemas de armazenamento. Isso cria uma oportunidade para a ATT vender soluções para a base sólida de clientes da EMC e oferecer recursos de nuvem híbrida.

Google Cloud Storage
Lançado em 2010, Google Cloud Storage é o produto de armazenamento subjacente para outros produtos e serviços de nuvem do Google. A oferta inclui o Google App Engine, plataforma de desenvolvimento de aplicativos, Google Compute Engine e BigQuery, que são máquinas virtuais baseadas em cloud e uma ferramenta de análise para Big Data.

Rackspace
O Rackspace é outro player importante no ecossistema de armazenamento em nuvem, com sua oferta Cloud Files, que conta com um robusto conjunto de serviços de apoio, incluindo infraestrutura e rede CDN alimentada por Akamai.

HP
A HP anunciou a versão beta pública de sua plataforma para armazenamento em nuvem e estreou em maio de 2012. O projeto foi concebido para trabalhar com a rede de computadores e distribuição de conteúdo (CDN). A tecnologia é baseada em OpenStack e a HP oferece suporte via chat 24 horas por dia, com garantia de disponibilidade de 99,95%.

IBM
O armazenamento em nuvem da IBM é parte de sua oferta empresarial Smart-Cloud, que inclui outros serviços, tais como o desenvolvimento de aplicativos baseados em nuvem e infraestrutura.

Microsoft
Depois da Amazon Web Services, o Windows Azure Blob Storage da Microsoft é o segundo serviço de armazenamento mais utilizado. Atualmente, a tecnologia conta com mais de um bilhão de objetos e cresce 200% ao ano. O produto dá suporte para uma ampla gama de recursos, incluindo armazenamento de objetos, tabela, SQL Server e uma rede de entrega de conteúdo (CDN).

Locaweb
Além dos provedores citados pela lista da Gartner, há um bastante conhecido, que é a Locaweb. Esta é considerada a pioneira em serviços de Cloud Computing no Brasil. De acordo com a empresa, atualmente são mais de 14.000 cloud servers instalados. A Locaweb oferece serviços de Cloud com custos reduzidos (Cloud Server Pro) e Cloud personalizada, com serviços corporativos que permitem a escolha entre Cloud Pública ou Privada.

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